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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Cobrança de planos de saúde só deve voltar em abril

Agência Estado

São Paulo - O ex-diretor de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) Leôncio Feitosa reconheceu ontem ter lançado em 2009 um novo sistema de devolução do valor devido pelos planos de saúde ao Sistema Único de Saúde (SUS) sem que o mecanismo tivesse condições técnicas de funcionar. O novo sistema só deverá entrar em operação a partir de abril deste ano, disse o ex-diretor.O ressarcimento dos planos ao SUS, exigido pela lei do setor, determina a devolução ao erário do que é gasto com o atendimento de pessoas com planos em unidades públicas. Porém, conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo ontem, o sistema parou entre março e abril de 2009 por problemas na base de dados do Ministério da Saúde e não voltou. Mesmo sem condições técnicas, em junho de 2009 o governo anunciou um novo mecanismo.?Não invalida. Tínhamos um lado pronto e atraso no outro. Na hora que corrigir, entra no ar. A última previsão era abril?, disse Feitosa ontem. A ANS e o ministério dizem buscar uma solução.

Governo busca solução para poder receber recursos dos planos de saúde

Agência Estado

São Paulo - O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) debatem, desde maio do ano passado, uma solução para os problemas operacionais que levaram à suspensão das cobranças do ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) de pessoas que têm convênios. O mecanismo visa a devolver aos cofres públicos valores gastos com o atendimento em hospitais públicos. Durante o período, houve envio e reenvio de dados da base do sistema de informações da rede pública, mas sem sucesso. Para o ressarcimento, a agência cruza listas dos nomes de beneficiários dos planos com os das pessoas internadas pelo SUS. No processo de conferência, diz que foram achadas inconsistências nas quantidades e nos valores de alguns procedimentos utilizados pelos clientes de planos - até casos em que, na verdade, o usuário de plano não teria sido atendido no sistema público. Segundo a ANS, os problemas teriam relação com a descentralização do processamento das autorizações de internações pelo SUS. "Temos de ter o cartão SUS para ter o ressarcimento", diz Lígia Bahia, especialista em planos da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O cartão SUS vinculará procedimentos realizados na rede pública ao usuário. Lançado há dez anos, ainda não saiu do papel.